segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Renault não dá asas para Red Bull.


O excelente site Tazio informou hoje que a Red Bull jogou a toalha e pos a culpa nos motores Renault. Engraçado essa postura da Red Bull, porque ela desfez antecipadamente o acordo com a Ferrari em 2007 porque o projeto do carro foi todo desenvolvido para acomodar os motores Renault.

A Red Bull só está aproveitando a chance do Nelsinhogate (assim como a Honda aproveitou a crise mundial) para bater em cachorro morto e se livrar de um mico. Quem acompanha Fórmula 1 sabe que o problema da Renault e da antiga Honda sempre foram os motores, era só ver dois carros entrando na reta. O carro da frente, seja com motor Mercedes, Ferrari, BMW e até Toyota, conseguiam se distanciar muito fácil dos Renault e da Honda.

A Honda caiu fora e a Brawn está aí mostrando que com motor Mercedes a coisa mudou de figura. Já a Renault ainda não desistiu, mas duvido que qualquer mudança aerodinâmica feita no carro, inclusive no carro do próximo ano, possa surtir efeito.

Agora resta a Red Bull esperar pelo motor Mercedes no próximo ano e tentar o campeonato mundial, porque neste ano, fica quase impossível.

domingo, 13 de setembro de 2009

Tri-campeão em Monza.


Tudo indicava que Hamilton levaria a corrida. Não levou nenhum ponto. Câmbio e motor poderiam atrapalhar um pódio de Rubens Barrichello. Ganhou a corrida. Assim é o automobilismo.


Hamilton largou na frente e manteve a liderança até a primeira rodada de Pit Stops. Raikkonen ultrapassou Sutil e os dois também mantiveram suas posições até a primeira rodada de pits. Já Rubinho partiu para cima de Kovalainen, ajudando inclusive Button a ultrapassá-lo.


Essas posições foram mantidas até a segunda rodada de pit stops, quando os dois carros da Brawn, ultrapassaram Hamilton, Raikkonen e Sutil e se mantiveram assim até o final.


Rubens Barrichello deu show, sempre controlando sua distância para Button, mesmo quando o inglês estava melhor na pista. O fator psicológico pode influenciar positivamente o final deste campeonato, porque Rubinho parece estar com a cabeça melhor. A diferença está em 14 pontos, e 40 pontos estão em disputa até o final, porém se a Brawn conseguir repetir o mesmo desempenho de Monza, o que é muito difícil, Rubinho conseguiria diminuir a distância para Button para 6 pontos e o inglês seria campeão. O ideal seria Rubinho conseguir largar sempre 2 ou 3 posições à frente de Button. O jeito é torcer.


No final da corrida, quando todos esperavam o grid com Rubinho, Button e Hamilton, mas o inglês da McLaren cometeu um erro na última volta, batendo forte no muro e dando um presente inesperado para a Ferrari e seus torcedores e levando o "animado" Kimi Räikkönen para seu quarto pódio seguido na temporada.


Novamente a Force India teve um desempenho acima do esperado e chegou num surpreendente 4º lugar com Adrian Sutil. Mas o desempenho da equipe indiana teve voltar aos mesmos níveis do início do campeonato nas próximas provas. Aliás é uma satisfação ver os GP's da Bélgica e de Monza, duas pistas onde os mais rápidos vencem. Que saudades de Hockenheim.


A Red Bull não disputará mais o campeonato de pilotos, mas ainda tem chances matemáticas de vencer o campeonato de construtores, apesar da diferença de 40,5 pontos em jogo. Com a batida de Hamilton Vettel ainda conseguiu marcar 1 ponto, que não muda muito o cenário do campeonato.


Fisichella foi melhor que Badoer, mas mesmo assim chegou num modesto 9º lugar.


4ª dobradinha da Brawn. 8ª vitória da Brawn. 11ª vitória de Barrichello na F1. 2ª vitória na temporada 2009. Que venham mais 4 e o campeonato.


A próxima etapa é no circuito de Cingapura, uma emocionante corrida noturna, manchada em sua estréia pela marmelada da Renault. Tomara que a noite não tenha nenhuma derrapada vergonhosa desta vez.

sábado, 12 de setembro de 2009

Hamilton e a 15ª.


Um treino super-disputado, com Räikkönen, Hamilton e Sutil...Sutil? Isso mesmo, Adrian Sutil quase conseguiu a 1ª pole-position da carreira, mas foi superado por Hamilton que tem tudo para faturar mais uma vitória nesta temporada.

O melhor do treino foi ter Barrichello na frente de Button novamente. Uma posição, mas está na frente e se não tiver nenhum problema na largada, pode botar um pouco mais de pressão na disputa.

Melhor ainda foi ver as Red Bulls largarem em 9º e 10º com Vettel e Webber respectivamente., o que pode denotar uma estratégia de apenas uma parada. Vamos ver a relação de pesos mais tarde.

Quanto aos italianos "estreantes" Fisichella e Liuzzi, o piloto da Ferrari não fez tão feio quanto seu predecessor Badoer, mas ficou em 14º, uma posição ruim para uma Ferrari. Já Liuzzi consegiu um excelente 7º lugar para uma Force India, que até duas corridas atrás disputava sa últimas posições.

Um ingrediente pode mudar todas as estratégias para amanhã, a chuva. Uma boa para Barrichello que sempre corre bem na chuva.

Caso Renault: depois das declarações de Flávio Briatore ontem, questionando a sexualidade de Nelsinho Piquet, eu quero que todos sejam punidos e não vou mais comentar esse assunto aqui, porque tudo isso me causa náuseas. Melhor falar de equipes e pilotos que querem realmente ser campeões e apenas serem os mais rápidos na pista.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A grande derrapada.


O assunto da semana em todos os veículos de imprenssa especializados em Fórmula 1 é a trambicagem envolvendo Renault e Nelsinho Piquet. Segundo consta, Nelsinho bateu propositalmente no muro do circuito de Cingapura, durante a realização do GP de 2008, favorecendo assim a vitória de seu companheiro de equipe Fernando Alonso.

Também, segundo os órgãos de imprensa especializados, Nelson Piquet foi até a FIA após a demissão de seu filho para denunciar toda a armação e dito que o filho fez isso para manter-se até o final de 2008 e ter chance de correr em 2009.

O que eu acho de tudo isso? Uma grande patifaria de todas as partes e que só fará mal ao esporte.

Nelsinho Piquet nunca deveria ter feito uma coisa dessas. Se estava com medo de perder o emprego, que arranjasse outras alternativas. Apesar de ser novo, tem um pai tri-campeão mundial e que, até prova em contrário, nunca se sujeitou a situações como essa. Ainda mais numa equipe como a Renault que estava com um carro horrível desde 2007. Todos que Briatore defesnetrou da Renault no passado, tiveram vida na Fórmula 1. Fisichella, Trulli e Button, continuaram correndo e até Villeneuve teve vida pós-Renault. Se tudo for comprovado, será um piloto marcado na categoria e só correrá em equipes que vendam vagas.

Ainda corre o risco de ser desmentido pelos patrões Briatore e Symonds. Este último inclusive já está dando declarações dizendo que foi Nelsinho quem sugeriu o acidente.
O que ninguém falou até agora, será que Alonso sabia da maracuteia?

Ruim para a Fórmula 1 que possivelmente perderá mais uma equipe de ponta. Caso toda essa esbórnia seja comprovada, espero que todos os envolvidos sejam punidos, porque de pizza já bastam as do Congresso.

domingo, 30 de agosto de 2009

Are baba Fisichella! Are baba Barrichello!


Todo mundo pensando que a Force India estava blefando, mas eis que Fisichella, além de chegar em 2º lugar deu canseira em Kimi Räikkönen a corrida toda, sem deixar espaço para erros.


A corrida começou acidentada. Primeiro Barrichello que não conseguiu arrancar com seu carro e pulou para último. Segundo por uma batida envolvendo Grosjean, Alguersuari, Hamilton e Button. Pela primeira vez na temporada o piloto inglês não marcou nenhum ponto. O Safety Car foi acionado.


Sem Button as atenções ficaram voltadas para Fisichella, Räikönnen, Vettel, Webber e Barrichello. Todos permaneceram na pista com exceção de Barrichello que foi para o box para encher o tanque e mudar a estratégia.


Na re-largada, Räikkönen e seu KERS ultrapassaram Fisichella e mantiveram a ponta até o final. Sem o KERS a probalidade de Fisichella ultrapassar Raikkonen seria muito maior.


Falando daqueles que brigam pelo título. Vettel manteve-se em 4º lugar a maioria da corrida e com um ritmo muito bom, ultrapassou Kubica no box e terminou a corrida em 3º.


Weber fez uma corrida muito irregular mas poderia ter marcado alguns pontinhos, não fosse uma saída apressadinha do pit stop quase acertando Heidfeld, o que gerou uma punição com passagem pelo box. Terminou em 9º lugar.


Barrichello fez uma boa corrida de recuperação, ultrapassandto três pilotos após a re-largada e se beneficiando das paradas de outros pilotos. Mas, a vida de Barrichello nunca é fácil. Ele estava chegando em Kovalainen e tentando uma ultrapassagem, porém seu carro teve um vazamento de óleo nas últimas quatro voltas, o que fez com que diminuísse o ritmo para tentar terminar a corrida, o que felizmente aconteceu. Chegou em 7º e diminuiu a diferença para Button, agora são 16 pontos.


Button ainda está com uma vantagem muito boa, mas precisa começar a reagir para não correr riscos tão desnecessárias.


Quarta vitória de Räikkönen em Spa e um surpreendente 2º lugar de Fisichella. Outro destaque positivo foi o 4º lugar de Kubica e o 5º de Heidfeld, tirando a BMW do abismo de resultados horríveis do restante do campeonato.


Luca Badoer? Adivinha? Chegou em último. Massa está fazendo exames nos Estados Unidos. Será que ele não poderia correr em Monza e acabar com essas especulações de Schumacher, Fisichella, Carlinhos Bala, etc.?

sábado, 29 de agosto de 2009

A Volta dos Mortos-Vivos


Giancarlo Fisichella. Nenhum ponto no atual campeonato. Melhor posição de largada neste ano até o GP de Valência, 13º lugar. Melhor posição de chegada numa corrida neste ano, 9º lugar em Mônaco. Como explicar então a pole position conseguida nesta manhã em Spa-Francorchamps? A resposta é simples: dinheiro!!!!


A equipe Force India está numa pindaíba e teve até seu motor-home confiscado. A Ferrari está precisando de um piloto para substituir Luca Badoer, que os ingleses estão chamando de Luca How Bad You Are. Fisichella é italiano. Fisichella é o italiano mais experiente do grid e mais bem sucedido. Tudo indica que ele colocou muito pouco combustível, tendo em vista seu companheiro de equipe que conseguiu apenas o 11º tempo. Vamos aguardar.


Voltando ao mundo normal, Jarno Trulli conseguiu o 2º tempo, mostrando que a Toyota teve uma boa adaptação a Spa-Francorchamps. Timo Glock poderia ter sido melhor, já que acompanhou Trulli o tempo inteiro, mas conseguiu apenas a 7ª posição.


A BMW também conseguiu um incrível 3º lugar com Nick Heidfeld e um 5º com Robert Kubica, as melhores posições de largadas conjuntas da equipe, já que na Austrália Kubica tinha conseguido largar em 4º e Heidfeld em 9º, vamos ver durante a corrida.


A Ferrari só tem um carro na disputa, porque Luca Badoer está correndo em outra categoria, devido aos tempos péssimos que conseguiu e Kimi Raikkonen conseguiu um 6º lugar. Terá que fazer valer sua experiência e suas três vitórias em Spa, durante a corrida.


A decepção ficou por conta da Red Bull, que deve estar poupando seus motores e largará apenas em 8º e 9º com Vettel e Webber respectivamente. Provavelmente fará como a BMW o ano passado e focará apenas no título de construtores, deixando o de pilotos com a Brawn.


Completam os 10 melhores colocados o alemão Nico Rosberg, que sempre parece tirar mais do carro do que aparenta. Torço para que ele vá para McLaren e justifique ser a revelação de 2005, vencendo o primeiro campeonato da GP2.


Faltou apenas comentar o ótimo 4º lugar de Rubens Barrichello. E apesar de ser um 4º lugar, tornou-se ótimo em função da performance da Red Bull e do péssimo 14º tempo conseguido por Jenson Button. O inglês deverá fazer uma corrida agressiva e a agressividade sempre carrega junto os componentes erro e acidente.


Como é comum em Spa-Francorchamps, a chuva pode tornar a corrida imprevisível e mais uma vez Rubinho tem a seu lado a sua boa performance em pistas molhadas, vide o 3º lugar ano passado na Inglaterra, naquele carro horrível da Honda.


Rubens Barrichello tem uma oportunidade de ouro para tirar muitos pontos de Button e complicar de vez a vida do inglês e brigar pela primeira vez de igual pra igual com um companheiro de equipe para ser campeão do mundo. Resta saber se por acaso a diferença entre os dois diminuir muito e ficar em 2 ou 3 pontos, a equipe tomará alguma decisão a favor do piloto da casa. Se isso ocorrer é bom Rubinho deixar suas mágoas de lado e conversar com Nelson Piquet pedindo umas dicas de como ele agiu em 1987 na mesma situação, dentro da equipe Williams, claramente jogando a favor de Nigel Mansell.

domingo, 23 de agosto de 2009

Rubinho e a 100ª.


Rubens Barrichello conseguiu sua 10º vitória e a 100º do Brasil na Fórmula 1. O melhor de tudo é que foi uma vitória de gente grande. Saiu em terceiro lugar, se aproximou do segundo colocado Kovalainen e ultrapassou-o após a primeira rodada de pit stops. Quando estava em segundo lugar manteve a distância para Lewis Hamilton até a segunda rodada de pit stops, quando teria algumas voltas de vantagem para o inglês da McLaren.

Foi aí que Rubinho mostrou que ainda tem lenha para queimar. Ouviu a seguinte mensagem do seu engenheiro enviada através do rádio "Hamilton está no pit, você tem que fazer cinco voltas de classificação, vamos Rubens!". E ele acelerou nas cinco voltas seguintes, fazendo a melhor volta da prova até aquele momento.

Mas o melhor de tudo é que enquanto Rubens começava a voar na pista, a McLaren se atrapalhou no Pit Stop e deixou Hamilton 5 ou 6 segundos a mais nos boxes e permitiu a vantagem de 6 segundos que Rubinho administrou até o final da corrida.

Seu companheiro de equipe e atual líder do campeonato, Jenson Button, largou mal e caiu para 9º logo no começo da corrida, conseguiu se recuperar com a baixa performance das Red Bull e acabou em sétimo, marcando 2 pontos.

Vettel teve o segundo motor estourado só nesse final de semana e tem apenas mais dois motores para as seis últimas etapas da temporada, portanto sua situação ficou muito desfavorável. Webber poderia ter chegado em 7º lugar, a posição que ocupou na maior parte da corrida, porém perdeu posições para Button e Kubica e chegou em 9º, deixando de marcar pontos importantíssimos.

Kimi Räikkönen fez uma excelente corrida e chegou em 3º, após utilizar bem o KERS na largada e subir para a quarta posição, ultrapassando Kovalainen nos boxes, que terminou a corrida em 4º.

Nico Rosberg fez novamente uma excelente corrida chegando na 5ª posição. Tem tudo para fechar com a McLaren no próximo ano, para ficar no lugar de Kovalainen e merece essa chance, pelo trabalho que tem feito durante todo o ano, dadas as condições do carro.

Alonso também fez o que podia com sua Renault e chegou em 6º. Os rumores sobre sua contratação pela Ferrari continuam. Eu particularmente acredito que a Ferrari deveria ter feito isso já para este ano, mas insistiram com um Räikkönen que não tem mais o mesmo pique de antes. Antes tarde do que nunca.

Robert Kubica conseguiu um excelente 8º lugar com o horrível carro da BMW. Tem seu nome ligado a Williams e Renault para o ano que vem. Merece uma chance melhor na carreira, pelo talento e pelos momentos de descaso da BMW, em detrimento ao piloto alemão Nick Heidfeld.

No pelotão dos não pontuantes, os destaques foram para os estreantes Grosjean e Badoer. Destaques negativos. Grosjean, largou mal, perdeu o bico do carro, rodou durante a corrida e chegou em 15º. Briatore ficou com cara de tacho.

Badoer, largou bem, pulou de último para 18º, rodou, errou muito, foi ultrapassado nos pits, pisou na linha de saída dos pits, tomou stop and go, ou seja, algo desnecessário para a Ferrari. Reafirmo que a melhor opção seria dar a chance para um jovem de talento, como Nelsinho, Bruno Senna, Lucas Di Grassi, ou outro piloto jovem de outra nacionalidade.

O mais importante de tudo é que Rubinho voltou novamente a vice-liderança do campeonato, sem as sacanagens de costume, é diminuiu a diferença entre ele e Button para 18 pontos, faltando 6 etapas para o final da temporada. Difícil? Sim. Impossível? De jeito nenhum!

sábado, 22 de agosto de 2009

Lembram do Hamilton?


Depois das intermináveis férias que deixam fãs como eu revendo estatísticas e jogando Playstation para matar saudades, eis que a Fórmula 1 chega em Valência para mais uma etapa e esquece momentaneamente as notícias periféricas das últimas semanas.

Depois de uma primeira metade de temporada sem brilho, eis que a McLaren ressurge das cinzas. Primeiro foi a vitória inesperada na Hungria e neste sábado a pole, resultados alcançados pelo melhor piloto da escuderia, o campeão Lewis Hamilton. É a 14ª pole da carreira e a primeira desse ano.

A McLaren conseguiu ainda o segundo lugar com Kovalainen que quase roubou a pole de seu companheiro, mas errou no último trecho, cravando a segunda melhor volta. Bom para a McLaren que volta a uma posição com a qual está mais acostumada e bom para Button, que vê mais pontos serem divididos entre os demais competidores, porque a Brawn ainda não conseguiu ser a Brawn das sete primeiras etapas e Button precisa de todos os pontos possíveis até o final do campeonato e amanhã largará apenas na quinta colocação.

A melhor posição da Brawn ficou com terceiro lugar do brasileiro Rubens Barrichello que conseguiu o melhor tempo do final de semana durante o Q2, pena não ter conseguido a mesma performance para o Q3.

Vettel conseguiu o quarto tempo e Webber o oitavo, mostrando que a Red Bull não tem um bom acerto para este circuito.

A Ferrari conseguiu a melhor classificação com Kimi Räikkönen em sexto.

Nico Rosberg conseguiu novamente um bom sétimo lugar para a Williams, ficando à frente de Fernando Alonso, que não esvaziou o tanque para agradar a torcida, até porque seria suícidio, e sairá na oitava colocação.

Robert Kubica conseguiu o último posto entre os 10 melhores, mostrando uma pequena evolução da BMW.

Os substitutos dos brasileiros Felipe Massa e Nelsinho Piquet, ainda não justificaram sua escolha.

Romain Grosjean ficou mais ou menos onde o Nelsinho costumava ficar, ou seja, Briatore trocou seis por meia dúzia e ainda não conseguiu descobrir o novo Schumacher, muito menos o novo Alonso., vamos aguardar a performance do Fransuiço nas próximas etapas.

Já Luca Badoer foi péssimo, sai em último levando 1,5s do penúltimo colocado Jaime Alguersuari. Seria mais interessante a Ferrari ter chamado um novato com talento para não passar esse vexame. Schumacher será uma opção para as pistas nas quais ele já correu, nessa ele provavelmente não correira tão mal, mas duvido que estaria no Q3.

Com relação as outras equipes, o destaque negativo fica para a queda da Toyota nas últimas etapas. Será que teremos mais uma montadora saindo da Fórmula 1 por baixa performance? Na minha opinião a Toyota precisa seguir o exemplo da Red Bull e contratar um piloto talentoso, o que nunca teve. O melhor dentre todos foi Ralf Schumacher, mesmo assim não conseguiu levar a equipe a nenhum resultado mais efetivo.

Vamos ver se a largada ou alguma estratégia de box poderá tirar a vitória de Hamilton, além é claro do peso dos carros em decorrência do nível de combustível de cada um.

Segue a classificação completa:


1. Lewis Hamilton - McLaren
2. Heikki Kövalainen - McLaren
3. Rubens Barrichello - Brawn
4. Sebastian Vettel - Red Bull
5. Jenson Button - Brawn
6. Kimi Räikkönen - Ferrari
7. Nico Rosberg - Williams
8. Fernando Alonso - Renault
9. Mark Webber - Red Bull
10. Robert Kubica - BMW

11. Nick Heidfeld - BMW
12. Adrian Sutil - Force India
13. Timo Glock - Toyota
14. Romain Grosjean - Renault
15. Sébastian Buemi - Toro Rosso

16. Giancarlo Fisichella - Force India
17. Kazuki Nakajima - Williams
18. Jarno Trulli - Toyota
19. Jaime Alguersuari - Toro Rosso
20. Luca Badoer - Ferrari

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A saída pela ecologia.


A volta dos que já foram protagonizada por Schumacher ofuscou uma notícia muito mais importante para a Fórmula 1 que a volta do heptacampeão, a saída da equipe BMW-Sauber. Peter Sauber criou sua equipe em 1994 e a melhor colocação que conseguiu foi um 4º lugar no campeonato de constutores com 21 pontos. Em 2006 vendeu 80% de sua equipe para a BMW que nos anos seguintes obteve performances excelentes, sendo inclusive vice-campeã de construtores em 2007 e em 2008 conquistando 1 vitória e 1 pole-position, chegando a liderar brevemente o campeonato de pilotos e de equipes.

Em 2009 tem tido um ano sofrível, marcando apenas 8 pontos e ocupando a 8ª colocação no campeonato de construtores. No começo de agosto a equipe anunciou sua saída da categoria alegando que o investimento feito na Fórmula 1 seria destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias visando diminuir o impacto que os carros provocam no ecossistema terrestre. Uma desculpa mais esfarrapada impossível. Pior mesmo só o carro "ecológico" da extinta equipe Honda.

Duvido que a BMW tenha alguma mudança no desenvolvimento de seus veículos nos próximos anos, calarão minha boca se isso ocorrer. Se tivessem interesse em algo do tipo, porque não propor aos integrantes da Associação de Montadoras da Fórmula 1, alternativas para tornar os carros ecologicamente mais viáveis? A Fórmula 1 sempre teve como meta, desenvolver novas tecnologias que mais tarde seriam aplicadas e adaptadas para os veículos de rua. Porque não fazer isso agora, focando o desenvolvimento na ecologia? Simplesmente porque nenhuma equipe tem essa preocupação no momento, inclusive a BMW. Os anúncios de carros elétricos e a bateria ainda são muito tímidos nos salões de automóvel mundo afora.

Mas a saída da BMW corrobora a tese de Max Mosley, segundo a qual a Fórmula 1 não pode apenas viver com equipes bancadas por montadoras, mas também por equipes compostas pelos chamados garagistas, que atualmente resumen-se a Frank Williams, dono da equipe Williams/Toyota e Vijay Mallya, dono da Force India/Mercedes. Este último é mais ou menos um garajista, na verdade ele se encaixaria na mesma categoria do dono da Red Bull e Toro Rosso o bilionário austríaco Dietrich Mateschitz, mas sem tanto dinheiro assim.

Agora imagine se Renault, Mercedes e Toyota também decidissem abandonar a F1, o que não é muito difícil frente aos problemas financeiros que as montadoras enfrentam diante da crise mundial. Teríamos um grid em 2010 composto por Ferrari, Williams, Red Bull, Toro Rosso, Force India, Brawn e McLaren pedindo esmolas, três novatas que provavelmente andarão no final do grid e duas virtuais equipes Sauber-Piquet e Briatore-Renault brigando pelas posições intermediárias. Um prato cheio para o domínio da Ferrari.


A solução? O equilíbrio. A Fórmula 1 precisa voltar a desenvolver tecnologia, porém de forma barata. Os motores Fire da Fiat e Zetec da Ford, utilizados nos carros de rua, foram desenvolvidos na Fórmula 1, bem como a suspensão ativa. A total restrição de itens eletrônicos tida como a salvação para a categoria não tem mostrado resultados práticos na pista. A competitividade está igual a dos anos anteriores com dois ou três pilotos disputando o título. Aliando tecnologia com competitividade, as montadoras podem voltar a ver com bons olhos o investimento na categoria e as equipes médias e pequenas poderiam voltar a sonhar com melhores resultados.


A tendência no mercado sugere a diminuição de grandes investimentos numa categoria cara como a Fórmula 1, porém a diminuição excessiva dos valores tende a descaracterizar a essência da categoria. O novo pacto da concórdia assinado recentemente parece caminhar para esse cenário. Vamos torcer para que a Fórmula 1 consiga comemorar seus 60 anos em 2010, com perspectivas melhores para o futuro.

domingo, 7 de junho de 2009

Button e a sexta.

Uma máxima do automobilismo diz que para ser campeão o piloto deve ter além do talento, muita sorte. Nos últimos anos vimos Prost, Senna, Shumacher, Alonso e Hamilton, comprovarem essa regra. Hoje Button confirmou o ditado. Largando da segunda colocação o inglês viu o novato Sebastian Vettel, que havia conseguido a Pole Position no dia anterior, cometer um erro grosseiro na primeira volta e dar de bandeja a primeira posição a Button.

O piloto inglês liderou praticamente todo o grande prêmio e foi incomodado apenas por um instante. A Red Bull tentou uma estratégia ousada, fazendo um pit stop antecipado e curto para Vettel, fazendo com que o piloto alemão ficasse colado em Button por alguns momentos. A estratégia não funcionaou porque Vettel não conseguiu ultrapassar Button e ainda por cima deu espaço para que seu companheiro de equipe, o constante Mark Webber, conquistasse o segundo lugar.

Rubens Barrichello largou mal, caiu de terceiro para 15º e se envolveu num acidente com Kovalainen e teve que antecipar sua primeira parada para trocar o bico do carro. Abandonou perto do final da corrida. Mesmo assim ainda é vice-líder do campeonato, distante 26 pontos do líder e próximo de perigosos 6 pontos do terceiro colocado Vettel.

Nelsinho Piquet fez uma corrida apagada com tanque muito cheio, mas foi protagonista de uns dos momentos mais emocionantes da prova quando ultrapassou por fora na curva o atual campeão mundial Lewis Hamilton, para permancer na 16ª posição até o final.

Massa foi o melhor brasileiro na pista conseguindo um 6º lugar, mostrando que a Ferrari não está lá essas coisas. Vai ser muito difícil ganhar alguma coisa esse ano.

Mas a grande questão do final de semana foi: teremos Fórmula 1 o ano que vem?

Sim, teremos, mas pode não ser como a conhecemos atualmente.

Imagens: Google.

domingo, 24 de maio de 2009

BBB 3.


Será que alguém conseguirá bater Jenson Button? Será que alguém conseguirá tirar o terceiro vice-campeonato de Rubens Barrichello? Será que a Brawn GP poderá perder o título de construtores? Cada vez mais fica difícil superar a equipe de Ross Brawn, principalmente porque tem um carro fantástico. Isso ficou claro numa tomada de câmera quando Kimi Raikkonen tentou passar Rubens Barrichello utilizando os 80 cavalos de potência do KERS. Não fez nem cosquinha.

Button largou na frente e não foi ameaçado em momento nenhum durante a corrida e obteve a sua quinta vitória em seis corridas. Mais um kilômetro pavimentado da estrada para a conquista do título.

Rubens Barrichello fez uma excelente largada e pulou para segundo, mas ficou administrando o segundo lugar at´r o final sem nunca ameaçar Button.

Raikkonen também largou mal e administrou o terceiro lugar até o final.

Felipe Massa bobeou na largada, sendo superado brevemente por Rosberg, mas na curva seguinte conseguiu se recuperar. Foi beneficiado pela baixa performance de Vettel com penus macios e também administrou a quartaposição até o final. Felipe precisa manter a constância quando está atrás durante as corridas, porque show não vence corridas e nem marca pontos.

Terminaram na zona de pontos Webber, Rosberg, Alonso e Bourdais.

Nelsinho Piquet ganhou uma posição na largada, mas foi tirado da corrida por uma colisão traseira feita por Sebastien Buemi e saiu muito nervoso do carro.

Lewis Hamilton terminou num ótimo 12º lugar. Ótimo? Sim, para quem largou em último.

Agora Button tem 16 pontos de vantagem para Rubens Barrichello, que tem 12 de vantagem para Sebastian Vettel, ou seja, a luta está mesmo entre os dois. As ameaças para os dois são a Ferrari, que está se recuperando, mas ainda não é a mesma equipe do ano passado e a Red Bull, que tem um carro bom em outras pistas e já sabia que não conseguiria fazer muita coisa em Mônaco. As duas podem crescer nas próximas etapas do campeonato, mas a Brawn tem um carro fantástico que lembra a Williams de 93, 96 e 97, a McLaren de 98 e 99 e a Ferrari de 2002 e 2004, para falar de carros mais recentes.

Já a Brawn-Mercedes tem o dobro de pontos do segundo colocado e dificilmente perderá este campeonato, porem nunca se sabe. Já a Ferrari saiu de um constrangedor sexto lugar e pulou para quarto. Não é o ideal para a equipe super-campeã do século XXI, mas já é um começo.

Próximo GP: Turquia dia 7 de junho, lembrando que Massa foi campeão nas útimas três edições, sendo que em 2006 foi sua primeira vitória na Fórmula 1.

Fonte: eu assisti a bagaça na Rede Globo.
Imagens: Google.

sábado, 23 de maio de 2009

Mônaco e um novo monarca!


Deu Button novamente na pole e dessa vez num dos dois circuitos que ainda separam os grandes pilotos dos medianos, Mônaco, o outro é Spa-Francorchamps na Bélgica.

Meia corrida está ganha. Mônaco é quase impossível de se ultrapassar, porém muitos acidentes acontecem, gerando alguns ganhadores incomuns como Jean Pierre Beltoise, Olivier Panis e Jarno Trulli.

Na segunda posição o único que pode dar um bote em Button por causa do KERS, o finlândes Kimi Raikkonen.

Rubinho sai em terceiro, Massa em quinto e Nelsinho em 12º.

O GP acontece amanhã 9h Brasília.

Fonte: eu assisti a bagaça.
Imagens: Google.

domingo, 10 de maio de 2009

BBB.

Deu Brawn, com Button em primeiro e Barrichello em segundo. E novamente ficamos na saudade. Após uma largada arrojada, Rubinho tomou a ponta e Massa, utilizando o KERS, pulou para terceiro. Logo após a largada um acidente tirou Trulli, Sutil, Buemi e Bourdais da corrida e o safety car entrou na pista. Na relargada Rubinho consegiu manter a liderança e começou a abrir vantagem para Button.

Mas como alegria de pobre dura pouco, Rubinho fez uma estratégia de três paradas, que funcionou até a segunda parada, porque no terceiro trecho ele não conseguiu a performance dos dois primeiros trechos e Button voou novamente para sua terceira vitória no ano. Ele só não o hat trick (pole, vitória e volta mais rápida), porque Rubinho fez uma volta voadora de 1'22"762, quando ainda estava competitivo. Para completar esta é a segunda dobradinha da Brawn neste ano.

Dessa forma, a diferença entre os dois subiu perigosamente para 14 pontos. Já a Brawn consegue marcar incríveis 68 pontos, uma diferença de 29,5 pontos para a segunda colocada a Red Bull, única ameaça para a equipe inglesa até o momento.

Mas o pior aconteceu com Felipe Massa. O brasileiro sustentou no braço a terceira posição durante dois terços da corrida, sempre pressionado por Vettel. Durante esse tempo o KERS fez a diferença na reta, permitindo que Felipe ficasse na frente do alemão. Porém, tudo mudou nas últimas vinte voltas, quando Mark Webber assumiu a terceira posição utilizando uma estratégia de paradas diferenciada. Mas o pior ainda estava por vir.

A 10 voltas do final, o engenheiro avisa a Felipe pelo rádio que o combustível não iria durar até o final da corrida e que ele teria que deixar Vettel passar para terminar a corrida. A reposta de Massa? "Why can i do?" Traduzindo: o que eu posso fazer? Massa segurou até quando deu, mas teve que diminuir o giro do motor e deixou Vettel passar e ainda por cima teve que assistir Alonso que estava 16s atrás passá-lo na última volta com extrema facilidade. Ele chegou em sexto e encostou o carro em seguida.

A pergunta é: até quando a Ferrari vai continuar cometendo erros absurdos desse tipo? O carro não é bom, não irá brigar pelo campeonato de pilotos, se fizer algum pódiu durante o ano será lucro e a previsão mais otimista no campeonato de contrutores é um terceiro lugar. Quando é que irão acordar? Quando é que Jean Todd vai voltar? Desse jeito podem contratar o Alonso, o Hamilton e até ressuscitar o Schumacher que não vai adiantar.

Heidfeld e Rosberg completaram a relação dos pilotos que marcaram pontos.

Agora é esperar o GP de Mônaco em 24 de maio, uma pista seletiva reservada aos grandes da história e aos sortudos de ocasião.

Imagens: Google.
Fonte: eu assisti a bagaça inteira.

sábado, 9 de maio de 2009

O curioso caso de Jenson Button.

























O título deste post refere-se a brincadeira dos fãs britânicos que enxergaram certa similaridade entre a carreira do piloto Jenson Button, que começou como uma grande promessa, caiu no ostracismo e agora retorno como possível campeão mundial, e o filme quase homônimo, O Curioso Caso de Benjamin Button, estrelado por Brad Pitt, que mostra um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo até morrer de infância extrema.

Button consegue a terceira pole do ano para a equipe Brawn GP, fazendo como os grande campeões fazem, aparecendo nas posições intermediárias nas duas primeiras partes do treino, sumindo dos comentários dos experts da TV, que apostavam nos brasileiros, passando na linha de chegada faltando 2s para o encerramento do treino e cravando uma volta perfeita, na sua última chance. Já vimos Senna, Prost, Mansell, Schumacher e Alonso fazerem isso até cansar. Agora é a vez de cansarmos de Button.


Em segundo lugar Vettel. Aguardem porque esse alemão mais cedo ou mais tarde será campeão mundial, antes do tempo excepcional de Button, ele tinha feito uma volta quase perfeita.


Rubinho Barrichello fez um bom treino, mas parece um pouco tarde para renascer no campeonato e sairá em terceiro.


A Ferrari melhorou, mas ainda não está no nível das outras e Massa foi compententíssimo em conseguir a quarta colocação. Já a Ferrari continua com seus problemas administrativos pois manteve Kimi Raikonnen no carro na primeira parte do treino e o piloto sairá em 16º.


Nelsinho Piquet melhorou sua performance mas não conseguiu nada melhor que um 12º lugar. Mas o melhor foi sua declaração desapontada, incluindo um pentelho na frase, que deixaram Galvão e cia de pentelhos em pé, lembrando os bons tempos do Nelsão.


A largada é fundamental neste circuito, portanto Massa leva uma certa vantagem por ter o Kers (Kinetic Energy Recovery Sistem), o sistema de recuperação de energia cinética, que o ajudará a saltar na frente. Acredito que o pódium tem cheiro de Brawn e RBR, mas corridas são corridas, como diria Fangio.


Imagens: Google.

Fonte: Rede Globo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Saudade.


Não posso dizer que sempre acordei mais cedo nas manhãs de domingo para ver Ayrton Senna correr, porque acompanho a Fórmula 1 desde 1987 e o primeiro para quem torci foi Nelson Piquet, porém é inegável dizer que a partir de 1988, Senna transformou a Fórmula 1 para os brasileiros. De mera curiosidade, as corridas se transformaram numa verdadeira mania nacional que se mantêm até hoje.

Hoje o herói brasileiro competaria 49 anos e estaria provavelmente aposentado ou ganhando títulos em outras categorias como Indy ou Turismo Alemão. Teria ganhado mais três ou cinco títulos mundiais de Fórmula 1 e disputado campeonatos inesquecíveis com Michael Schumacher e Mika Hakkinen. Teria encerrado sua carreira de supercampeão na McLaren-Mercedes com mais um título. Tudo isso poderia ter acontecido se no dia 1º de maio de 1994, seu carro não tivesse batido no muro da curva Tamburello no circuito de Ímola em San Marino.

Eu lembro que estava na casa da minha mãe e ficamos todos calados esperando ansiosamente notícias sobre o desfecho daquela tragédia e quando ela chegou, ficamos todos desolados. Nessa época eu morava em Guarulhos, num bairro próximo ao Aeroporto de Cumbica e quando estava no ônibus indo trabalhar, vi uma imagem inesquecível.

O sol estava nascendo e o avião que trazia o corpo do piloto, apareceu no horizonte escoltado por jatos da aeronáutica, fazendo a aproximação para pousar. Parecia uma pintura e está gravada na minha memória de uma forma tão nítida que é difícil de explicar.

Eu trabalhava numa empresa na Av. Faria Lima, bem próxima da Av. Rebouças. Quando o cortejo com o corpo de Senna passou na avenida já superlotada, todo o escritório parou, sem exceção, e se dirigiu ás janelas para ver o cortejo passar. Até aqueles malucos que chegam uma hora antes e saem uma hora depois, trabalham de sábado e domingo de madrugada, pararam para se despedir do ídolo. Foi a única vez em quatro anos que aquilo aconteceu.

Hoje só ficou a saudade, porque nunca mais tivemos um piloto à altura de Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi. Diversos pilotos passaram pela categoria nestes 15 anos e os únicos destaques ficaram para Rubens Barrichello e Felipe Massa.

Rubinho ganhou nove corridas na Ferrari e sempre ficou na sombra de Schumacher. Hoje tem um carro que pode levá-lo a um eventual título, porém tem que superar primeiro suas próprias limitações.

Felipe Massa começou decepcionante na Ferrari, ganhando alguma corridas, mas sem convencer. Coseguiu transformar-se num bom piloto, teve um carro vencedor o ano passado e perdeu o título mais por incompetência da própria Ferrari do que por culpa dele mesmo. Seu futuro é uma incógnita, pois a Ferrari está passando por um momento delicado, tanto técnica, quanto administrativamente. Este ano suas chances são muito pequenas. Mas ele ainda é jovem e terá tempo para tentar um campeonato.

Nelsinho Piquet mostrou na GP2 que tinha talento, mas não conseguiu repetir a mesma performance na F1, além de ter como companheiro de equipe o melhor piloto da atualidade, Fernando Alonso, que tem todas as atenções da equipe. Sofre a enorme pressão por resultados melhores do chefe Flávio Briatore que sempre elege um Judas para malhar, foi assim com Jenson Button e Jarno Trulli e hoje é Nelsinho. Ele só não sofre mais porque tem o sobrenome Piquet para ajudá-lo.

No horizonte temos Bruno Senna que pode desembarcar ainda este ano na Toro Rosso na vaga de Sebastien Bourdais e Lucas Di Grassi que pode ocupar a vaga de Nelsinho Piquet na Renault, mas dependem da piora ou melhora de performance dos dois.

Aqui no Brasil vemos pouca coisa acontecendo para descobrir e formar novos vencedores. Os esforços como sempre são de fora pra dentro, ou seja, abnegados que investem na carreira dos filhos. A CBA não conseguiu transformar a paixão e dedicação de Senna em resultados na pista. O futuro não é nada bom para os brasileiros. Enquanto isso a Alemanha está até hoje capitalizando os resultados obtidos por Michael Schumacher e já conseguiu trazer outro gênio para as pistas, o jovem Sebastian Vettel, que mais cedo ou mais tarde será campeão

Tenho uma coleção em VHS de todas as corridas que o tri-campeão fez nos anos de 1988, 1990 e 1991 e preciso passar urgentemente para DVD. Só assim mesmo pra ver um piloto brasileiro fazendo corridas fantásticas. Mas o que falta realmente é o lançamento de uma coleção revendo toda a trajetória do fenomenal Senna, que continua acelerando, mesmo depois de 15 anos de sua última corrida.

Imagens: Google.

domingo, 26 de abril de 2009

Qual a função de Barrichello?

Acabei de ter um insight, acho que o único motivo da Brawn ter contratado Rubens Barrichello seria para ajudar a equipe a marcar pontos, porque nisso Rubens é craque e ajudou Schumacher a conquistar cinco títulos na Ferrari. Será que agora é a vez de Jenson Button?

Tive esse pensamento analisando o ano passado quando com aquele carro horrível, ele conseguiu marcar 11 pontos, contra apenas 3 de Button e pela sacanagem da estratégia utilizada hoje, se é que podemos chamar aquela idéia maluca de estratégia.

Reage Rubinho! Esta é sua última chance!

Imagem: Google.

Brawn e Button conseguiram de novo.

Todo pessimismo exaltado nas entrevistas dos pilotos da Brawn GP foram por terra com a vitória do inglês Jenson Button, na etapa do Bahrein de F1. A terceira vitória em quatro corridas mostra que o projeto do carro é muito bem feito e não é apenas o difusor que faz uma diferença tão grande.

Duas situações favoreceram a vitória de Jenson Button, a primeira foi a ótima largada que possibilitou que ele pulasse para terceiro colocado e a segunda os erros estratégicos da Toyota que largando leve, colocou na primeira parada pneus duros, os quais até meu filho de oito anos sabe que rendem menos que os macios e o segredo de uma corrida é ser mais rápido o maior tempo possível e administrar quando puder.

1º) Jenson Button: não errou uma única vez sequer, correu como gente grande, como líder do campeonato, levando a torcida inglesa ao delírio. Já fez história para ele e para a Brawn, mesmo que as outras equipes os alcancem.

2º) Sebastian Vettel: Correu muito. Largou em terceiro e chegou em segundo. Suas saídas da pista foram aquelas que mostram que quis andar mais do que o carro permite. E por falar em carro, o engenheiro Adrian Newey está conseguindo fazer mágica novamente, o único problema deste carro é o motor Renault que é muito fraco. É possível sentir isso na reta, todas as vezes em que esteve atrás do Trulli na reta, não conseguia se aproximar.

3º) Jarno Trulli: Corrida burocrática. Largou em primeiro e chegou em terceiro, um resultado ruim, porém foi claramente prejudicado pela “brilhante” estratégia da equipe de colocar pneus duros na segunda perna de abastecimento e troca de pneus. É um piloto muito experiente, constante, mas que não mostra serviço quando a equipe precisa.

4º) Lewis Hamilton: Corrida correta do inglês. Fez o que podia fazer com esse carro, que apesar de utilizar um difusor apelidado de dois andares, ainda não consegue competir com Brawn, Toyota e Red Bull.

5º) Rubens Barrichello: Quando tinha o carro mais leve e com pneus macios foi rápido o suficiente, porém foi extremamente prejudicado pela estratégia de três paradas inoportuna e totalmente desnecessária, já que na pista poderia ter ultrapassado seus adversários e a Brawn teria a chance de uma segunda dobradinha na temporada. Ser sacaneado pelo mesmo chefe em duas equipes diferentes só pode ser castigo, porém Rubens tem sua parcela de culpa, por não ter feito um treino e uma largada ruins.

6º) Kimi Räikönnen: Lembrou-se que já foi campeão mundial e fez uma corrida muito boa desde a largada, conseguindo os primeiros pontos para a Ferrari. Participou de vários duelos durante a corrida toda, perdendo e vencendo na mesma proporção. Andou o que o carro pode.

7º) Timo Glock: Mostrou que não é um piloto de ponta. Perdeu posições quando não podia, andou sempre mais lento que seu companheiro de equipe, errou muito e numa das ocasiões quase bateu em Kimi Räikönnen. Esta posição foi lucro.

8º) Fernando Alonso: Pra variar, tirou água de pedra, com o carro e o motor que tem, vai ter novamente uma temporada aquém da sua capacidade. Seu futuro é numa equipe de ponta.

Daqueles que não pontuaram, merece destaque Mark Webber que largou em 18º e chegou em 11º, sempre brigando por posições o tempo todo. Se tivesse largado numa posição melhor, teria pontuado.

O destaque negativo vai para Felipe Massa que arriscou tudo na largada e acabou se chocando com Kimi Räikönnen e levando a pior, além de ser prejudicado por estratégias bisonhas da Ferrari que tem um carro ruim e acredito que por mais que sejam feitas mudanças em pacotes aerodinâmicos nas próximas etapas, seria inédito um carro ruim transformar-se em bom durante a temporada. Lembrem-se de 2005. Mesmo com Schumacher a Ferrari foi coadjuvante naquele campeonato, disputado entre McLaren e Renault, ganhando apenas a corrida da vergonha nos Estados Unidos, onde participaram apenas seis carros de três equipes.

Mais líder do que nunca, tanto a Brawn GP que tem 22,5 de vantagem sobre a segunda colocada, quanto Jenson Button, que tem 12 pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipe e pelo que vimos hoje, pode levar vantagem nesta disputa.


Fonte: Rede Globo.
Imagens: Google.

sábado, 25 de abril de 2009

E deu Toyota.



























O italiano Jarno Trulli, piloto da Toyota, conseguiu a pole position para o GP do Bahrein, que acontecerá neste Domingo às 9h00, com transmissão ao vivo pela Rede Grobo.

Achei ótima está pole porque mostra um campeonato plural, com a terceira equipe diferente conseguindo uma pole em quatro provas. Até agora, foram duas poles da Brawn, uma da Red Bull e esta da Toyota. Espero que o campeonato continue competitivo assim até o final e que as previsões do narrador Galvão Bueno, que disse que quando Ferrari e McLaren estiverem andando na frente a “normalidade” irá voltar à F1, não se confirmem.

Obviamente que se a Ferrari e a McLaren crescerem durante a competição, assim como a Renault que tem o excepcional Fernando Alonso, teremos um campeonato mais interessante, o que não quero que ocorra é aquela chatice de divisão do campeonato entre duas equipes apenas.


Fonte: Rede Globo.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fim de semana da velocidade.






















Neste final de semana, temos três ótimas opções de automobilismo para assistirmos na TV aberta.

A primeira é o Grande Prêmio do Bahrein de F1, transmitido ao vivo pela Rede Grobo, num horário de gente normal:

Treino Classificatório: sábado – 25/04/2009 – 8h00
Corrida: domingo – 26/04/2009 – 9h00

A segunda é a etapa de Fortaleza da Fórmula Truck, a maior categoria nacional de automobilismo, ao vivo pela Band:

Corrida: domingo – 26/04/2009 – 13h30

A terceira e última é a terceira etapa da Fórmula Indy no Kansas, a primeira num oval neste ano, melhores momentos pela Band:

Corrida: domingo – 26/04/2009 – 19h30


Fontes: Rede Globo e Band.

domingo, 19 de abril de 2009

Não vi. Não perdi nada.

Assisto corridas de Fórmula 1 desde 1987 quando o grande Nelson Piquet, conseguiu seu tri com uma Willians/Honda imbatível. Desde esta época, não perco sequer uma corrida. Este ano já perdi duas. Não sei se é a idade, o saco cheio, a crise, o clima, o bagaço ou tudo junto, só sei que não assisti ao GP da Austrália e agora o da China, não porque não deixei o relógio para despertar, mas sim porque simplesmente apaguei na volta de apresentação e quando acordei novamente já era o Globo Rural.

Assistindo ao péssimo compacto feito nas coxas pela Rede Globo, pude perceber que aconteceu o previsível numa corrida com chuva intensa, se o pole position não fizer nenhuma besteira ele ganha porque simplesmente é o único que não tem ninguém a sua frente atrapalhando a visão.

Outra coisa, as rodadas que aconteceram com Hamilton, Alonso e outros pilotos menos talentosos, são imprevisíveis, até porque os pilotos citados sempre estão tentando superar seus limites e em condições extremas a probabilidade de cometer erros é maior, portanto, esqueça o comentário de que Hamilton não está com a cabeça no lugar, porque isso é abobrinha da imprensa tendenciosa, para criar eventos que serão aproveitados a exaustão nos noticiários.

Só pra dar um exemplo sobre esta questão da chuva, em 1972 (essa eu assisti em VT), o piloto francês Jean Pierre Beltoise, então na equipe BRM, conseguiu sua primeira e única vitória na Fórmula 1, no GP de Mônaco, no qual ocorria uma chuva incessante. Pra vocês terem uma idéia o nosso gênio Emerson Fittipaldi, do qual ninguém pode escrever mal uma linha sequer, saiu do traçado em certo momento da corrida simplesmente porque estava seguindo o carro da frente que errou e perdeu o traçado, ou seja, visibilidade zero. Beltoise largou em quarto, mas largou bem e liderou a prova quase de ponta a ponta e olha que nessa época tínhamos no grid pilotos do quilate de Denny Hulme, Niki Lauda, Graham Hill e Jackie Stewart, além do nosso querido Emerson, todos multi-campeões.

Voltando ao GP da China, não que Vettel só consiga ganhar na chuva, apesar dessa ser sua segunda vitória nas mesmas circunstâncias. Pelo contrário, acredito que o garoto é o sucessor natural de Schumacher. Eu acredito ainda que a Red Bull conseguirá um carro competitivo este ano, principalmente porque tem um piloto com um potencial para campeão do mundo e que fará a equipe trabalhar com o intuito de dar um carro melhor a ele. Coisa que sempre faltou na Toyota, por exemplo.

Quanto a Brawn-Mercedes, não dá para falar muito numa corrida com condições como esta, a corrida do Bahrein em condições normais, deverá ter uma disputa envolvendo novamente os pilotos da equipe novata, a não ser que alguém consiga uma mágica, coisa que na Fórmula 1 ocorreu poucas vezes. Um campeonato bem administrado começa desde a primeira corrida e a Brawn, principalmente Ross Brawn, é mestre nesse aspecto.

Quanto ao resto, a Ferrari está no mesmo nível de 2005, a Renault só tem o talento de Fernando Alonso para lhe salvar, a McLaren idem, mas com Hamilton, a Toyota depende do Truli acordar com o pé esquerdo ou o direito, a BMW e Kubica estão decepcionantes, a Willians está se transformando novamente no cavalo paraguaio dos últimos anos, a Toro Rosso e a Force Índia estarão brigando pelas últimas posições o ano todo.

Semana que vem, teremos Bahrein, com treino no sábado às 8h e corrida no domingo às 9h. Dessa vez estarei acordado. Bom Tiradentes a todos.

Imagens: Google.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Hélio Castroneves está livre para correr.

O piloto brasileiro Hélio Castroneves, que corre na Fórmula Indy americana, foi inocentado das acusações de sonegação de impostos e evasão de divisas e não foi pela justiça brasileira não, foi pela justiça dos Estados Unidos, que é louca pra colocar cucaracha atrás das grades.

Ótimo que ele foi absolvido, porque o que eu vi de blogueiro especializado que nunca foi sequer a um julgamento na vida, dizendo que era impossível o cara ser absolvido. Vão urubuzar os outros em outro lugar!



Vai lá Helinho (íntimo...) ganha um monte de corridas esse ano, que faz tempo que a gente não tem um campeão na Indy e você já é campeão.

Imagens: Google.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fórmula 1 2009.

























Bem amigos da Rede Globo, são tantas emoções que eu não sei nem por onde começar. A primeira coisa é dizer que a Honda, depois de ter sido supercampeã com as equipes Williams e McLaren no passado só conseguiu fazer caquinha depois disso, Vejamos, em ordem cronológica:

1) Comprou a BAR uma equipe em ascensão que tinha tudo para continuar evoluindo.


2) Conseguiu desestruturar a equipe de tal forma que construiu dois carros horríveis e ficou vivendo de marketing ecológico com o carro planeta Terra.

3) Desenvolveu durante 2008 o carro para 2009, contratando um dos maiores chefes de equipe da história da Fórmula 1.

4) Aproveitou a crise econômica para deixar a Fórmula 1 com medo de um novo fiasco.

5) Deixou de mão beijada para a Brawn F1 um carro competitivo e inovador.

6) Deixou de fornecer motores para a Fórmula 1. Embora, este aspecto seja positivo para a equipe Brawn, porque os motores da Honda estavam sem potência nenhuma.

O que será que aconteceu com os japoneses? Além de fazerem esse monte de besteiras, ainda estão vendo a rival Toyota evoluir a olhos vistos, com dois pilotos que não são nenhuma Brastemp.

A segunda coisa é ver um persistente Rubens Barrichello, que todos sem exceção, diziam estar encerrando sua carreira, apesar de suas negativas públicas, andar rápido e ser vice-líder da temporada, bem próximo do seu único rival que é seu companheiro de equipe. Rezo todos os dias a Deus para que esse caboclo comece a ganhar logo algumas corridas e seja campeão mundial este ano, para calar a boca de alguns idiotas que insistem em dizer que ele é ruim. Se fosse ruim, o astuto Ross Brawn não o teria chamado de volta e sim contratado Bruno Senna que traria mais dinheiro para equipe. O único problema é parar um Jenson Button, mais novo e super motivado. Acelera Rubinho.

Pra finalizar, acho que se a Ferrari não conseguir melhorar sua competitividade nas próximas corridas, as chances de Felipe Massa ser campeão mundial, começam a ficar complicadas, porque as chances de ter Fernando Alonso como “companheiro” em 2010 são enormes e aí todos sabem que ninguém segura o espanhol.

Fotos: Google

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Lewis Hamilton: herói ou vilão?

Que Lewis Hamilton é um grande piloto, ninguém tem dúvida. Que é agressivo e desleal, como foi Schumacher, também não. Mas a perseguição que está sendo feita ao piloto, já está ficando perigosa, no sentido até de anular suas ações. Primeiro, assistam ao vídeo com cenas do GP DO Japão abaixo, liberado pela Federação Internacional de Automobilismo, portanto oficial:

http://www.formula1.com/news/headlines/2008/10/8530.html

Eu assisti várias vezes e agora faço minhas considerações, trecho a trecho e piloto a piloto.

LARGADA

Lewis Hamilton: largou mal e tentou frear além do limite para conseguir a posição de Massa, não conseguiu e voltou para corrida atrás do primeiro bloco, se ele foi desleal, foi com Kovalainen, seu companheiro de equipe que tomou um chega pra lá desnecessário, mas soube se esquivar da batida.








Heikki Kovalainen: recebeu instruções da equipe para ajudar Lewis Hamilton, mas também largou mal e ao invés de ajudar quase atrapalhou, porque tentou ir de forma brusca pra cima de Raikkonen.








Felipe Massa: largou bem e não tentou forçar pra cima de Hamilton, decisão acertada que poderia ter resultado até na liderança do campeonato, não fosse uma manobra boba na sequência.









Kimi Raikkonen: o que está acontecendo com o finlandês? Todos sabem da sua capacidade, da impressonante recuperação no campeonato passado, mas neste ano ele está uma decepção só. Largou mal, não conseguiu ajudar Massa e ainda por cima, reclamou que Hamilton o atrapalhou. Na verdade ele desistiu de disputar alguma posição quando viu que teria que mostrar alguma agressividade. Decepção.






Robert Kubica: se tivesse um carro competitivo teria ganhado a corrida. Reparem como ele escolhe o melhor caminho e ainda bloqueia a tentativa de ultrapassagem de Alonso.









Fernando Alonso: deem espaço para Alonso e ele mostra porque é o melhor piloto em atividade. Mesmo tendo ficado em terceiro o ano passado e estar totalmente fora da disputa deste ano, consegue ganhar duas corridas seguidas, mais pela incompetência de pilotos e equipes de ponta, do que pelo mérito da sua equipe. Aliás, o mérito é todo dele, pois quando esteve na ponta andou tudo que o carro podia.



ULTRAPASSAGEM DE HAMILTON SOBRE MASSA:

Culpa total do brasileiro. Poderia ter evitado a batida, Hamilton seria punido e ele sairia com a liderança do campeonato numa das mãos e o título na outra. Mas o brasileiro sempre comete erros como esse. Acho que até o próprio Massa percebeu que só consegue ir bem nas corridas que larga na Pole.

INCIDENTE ENTRE MASSA E BOURDAIS:

Depois de uma recuperação impressionante, tendo chegado a zona de pontuação, novamente Felipe Massa comete um erro grosseiro e ataca sem necessidade um Bourdais que saía dos boxes e poderia ser utrapassado duas voltas depois. O pior, a FIA puniu Bourdais.

INCIDENTE ENTRE MASSA E WEBER (não está no vídeo e não gerou punição):

Novamente manobra precipitada de Massa, pois poderia ter esperado duas ou três voltas e teria ultrapassado de qualquer maneira porque Webber estava com os pneus extremamente desgastados.

RESUMO

Na minha opinião, a FIA está totalmente perdida, seus comissários estão fazendo punições desnecessárias e deixando outras anomalias livres de sanções. A graça das corridas está nas ultrapassagens, na superação de limites e no arrojo dos pilotos. Está se criando um clima de perseguição pra cima do piloto da McLaren, que realmente em muitas ocasiões ultrapassa o limite entre arrojo e deslealdade, porém, deve-se ressaltar, que se estas atitudes fossem tomadas por pilotos da Ferrari a situação seria muito diferente, porque a força política da escuderia beira o absurdo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Alemão, vencendo em Monza, de ponta a ponta? Schumacher? Não! Vettel!


Sua primeira corrida foi com uma BMW no ano passado, marcando seu primeiro ponto ao chegar em oitavo. Mario Theisen deve estar se perguntando por que deixou esse garoto sair da sua equipe. Com apenas 21 anos, Sebastian Vettel deixa de ser promessa para virar uma realidade, com a vitória brilhante conquistada neste domingo no GP de Monza de Fórmula 1. Depois de conseguir uma pole position durante um treino em situação instável, ora com chuva, ora sem chuva, Vettel mostrou maturidade e sangue frio ao guiar sua STR/Ferrari durante 53 voltas, sem ter sua liderança ameaçada em nenhum momento durante a corrida. Mérito também da equipe que não fez nenhuma manobra equivocada durante suas trocas de pneu e reabastecimento.

É incrível como as equipes grandes deixam talentos como esse escapar de suas garras, este garoto numa equipe de ponta estaria brilhando muito mais. Ano que vem ele correrá na equipe RBR e se as mudanças no regulamento, que são muitas, não modificarem muito a performance do carro, veremos uma RBR bem diferente da atual.

Análise dos pilotos que pontuaram:

1º) Sebastian Vettel (ALE-STR/Ferrari) – 23 pontos – 9º colocado: Perfeito, não cometeu erros, acelerou a todo momento e ganhou a primeira com apenas dois anos de carreira, a primeira para sua equipe e prepara o terreno para brilhar ano que vem na RBR, com muito mais dinheiro e tendo ao seu lado um dos mais bem-sucedidos projetistas da F1, Adrian Newey. Pulou de 12º para 9º no campeonato, ou seja, 5 posições acima do seu resultado final de 2007. O histórico dos grandes pilotos não mente. Nota 10!

2º) Heikki Kovalainen (FIN-McLaren/Mercedes) – 51 pontos – 6º colocado: Fez uma corrida burocrática, sem comprometer sua posição de largada, marcando pontos importantíssimos para si e para a equipe. De qualquer foram é pouco para quem já venceu este ano, até porque está em 6º lugar, atrás de Nick Heidfeld, que tem como maiores marcas este ano quatro segundos lugares. Falta regularidade ao finlandês. Nota 7.

3º) Robert Kubica (POL-BMW Sauber) – 64 pontos – 3º colocado: O Polonês largou em 11º atrás do seu companheiro de equipe, mas com a eficiência de sempre, consegue seu sexto pódio este ano, sem que a equipe o atrapalhasse desta vez. Volto a repetir, a BMW está perdeu a oportunidade de disputar o título, por privilegiar o alemão Nick Heidfeld, que deve ter um patrocinador fortíssimo, já que não tem a metade do talento do polonês, porém sempre tem estratégias mais consistentes feitas pela equipe. É uma pena que Ferrari e McLaren, já definiram seus pilotos, porque o polonês merece uma máquina melhor. Nota 8.

4º) Fernando Alonso (ESP-Renault) – 28 pontos – 7º colocado: Fez o que pode com a Renault, que está longe de ser aquela equipe bicampeã mundial, porém fizeram uma estratégia de apenas uma parada, garantindo que Alonso saísse da 8º posição na largada para esta excelente colocação. Defendeu a posição quando pode e tomou um chega pra lá de Hamilton, que em minha opinião foi normal. Nota 7.

5º) Nick Heidfeld (ALE-BMW Sauber) – 53 pontos – 5º colocado: Não conseguiu manter-se à frente de seu companheiro de equipe, porém conseguiu manter Felipe Massa e sua Ferrari atrás de si, nas últimas quinze voltas, precisa conseguir pontos para manter sua 5ª posição no campeonato já que Kovalainen, com um carro melhor, está apenas dois pontos atrás. Nota 7.

6º) Felipe Massa (BRA-Ferrari) – 77 pontos – 2º colocado: Chegou na mesma posição que largou, poderia fazer mais. Mesmo assim preferiu pensar no campeonato, tendo uma performance muito boa no final da corrida, pressionando Heidfeld e mantendo Hamilton sem chances de atacar. Nota 7.

7º) Lewis Hamilton (ING-McLaren/Mercedes) – 78 pontos – 1º colocado: Foi o segundo destaque da prova depois de Vettel. Largou em 15º, ultrapassou quase todo mundo e chegou a ficar em segundo na corrida, porque fez uma estratégia de uma parada só, porém a McLaren não arriscou na sua troca, mantendo pneus para chuva forte, teve que fazer uma segunda troca e ultrapassar novamente alguns pilotos. Se tivesse feito uma troca menos conservadora, poderia ter chegado inclusive no pódio. Deu show! Nota 9.

8º) Mark Weber (AUS-RBR/Renault) – 19 pontos – 10º colocado: Mark Webber definitivamente é um piloto para classificação. Largou em terceiro e por muita sorte chegou em 8º. Não conseguiu manter a performance e quase causa um acidente ao tentar ultrapassar de forma equivocada Lewis Hamilton. Será escudeiro de Vettel no próximo ano. Nota 5.

Análise dos resultados por equipe:

1º) Ferrari – 134 pontos: Por enquanto mantem sua liderança, mas tem que começar a pensar na pontuação das próximas provas, porque a McLaren conseguiu descontar 28 pontos nas últimas seis corridas e diminuiu a diferença de 33 pontos para apenas 5, principalmente porque Kimi Raikkonen não conseguiu pontuar nas últimas 3 provas.

2º) McLaren – 129 pontos: Apesar de trabalhar muito mais para Hamilton do que para Kovalainen, os dois pilotos estão conseguindo pontuar e descontar a diferença para Ferrari. O campeonato deve ficar mais acirrado perto do seu final.

3º) BMW Sauber – 117 pontos: Depois de um começo de temporada arrasador, chegando a liderar uma das rodadas, deu uma bobeada no meio da temporada e começou a se recuperar nas duas últimas corridas, principalmente pela insistência em privilegiar seu segundo piloto. Este terceiro lugar está assegurado já que excluindo McLaren e Ferrari, as outras equipes não têm mais chances matemáticas de alcançar a BMW. Matematicamente é possível alcançar as líderes, porém o carro não demonstra nenhuma evolução efetiva, contando muito com o talento de Kubica.

4º) Toyota – 42 pontos: Com uma diferença brutal para o terceiro colocado, a equipe japonesa briga com a Renault pela quarta colocação e terá que trabalhar bastante, porque a equipe francesa parece ter começado a crescer no campeonato.

5º) Renault – 41 pontos: Está na luta com a Toyota e tem um bicampeão dirigindo um de seus carros, o que faz uma enorme diferença. Precisa pontuar mais com seus dois pilotos para consolidar a tão sonhada quarta posição.

6º) STR/Ferrari – 27 pontos: Das pequenas foi a que mais cresceu, pois pontuou nas três últimas corridas, sendo 17 pontos conquistados com Vettel. Superou sua equipe “mãe”, a RBR e se conseguir manter essas performances tem tudo para consolidar esta posição. Nada mal para uma equipe que já foi a pior da Fórmula 1 durante muitos anos, a antiga Minardi.

7º) RBR/Renault – 25 pontos: Na primeira metade da temporada, parecia que estava caminhando para consolidar-se como a quarta força da Fórmula 1, o que coroaria o trabalho do genial Adrian Newy, porém perdeu força e está numa situação delicada, só não sofre pressão das equipes de baixo, porque estamos falando de Williams e Honda. Sofre muito com sua dupla de pilotos, Webber que é muito inconstante em corrida e Coulthard que está fazendo sua pior temporada em toda a sua carreira, causando acidentes bizarros.

8º) Williams/Toyota – 17 pontos: Dizem que a Williams é uma das equipes mais adiantadas no desenvolvimento do KERS, uma das novidades para o ano que vem. Tomara que isso se torne realidade e a velha Williams apareça, porque este ano ela briga com a Honda para ver quem fica na penúltima posição. Seus pilotos também são muito inconstantes.

9º) Honda – 14 pontos: Muita gente diz que a Honda tem o pior carro da temporada. Eu discordo. Pra mim o problema da Honda é o motor, que foi deixado pra escanteio quando os japoneses assumiram e agora não podem fazer nada, já que o desenvolvimento está congelado até 2010, então a perspectiva da Honda é permanecer assim por muito tempo. Os pilotos não tem muito que fazer e Ross Brawn está pagando todos os pecados que cometeu durante seus anos de glória na Benetton e na Ferrrari.

10º) Force Índia – 0 pontos: precisa começar a correr este ano.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

GP da Bélgica de Fórmula 1


Ontem o GP da Bélgica foi marcado e resolvido na base da polêmica. Nesta altura do campeonato todo mundo já sabe que Lewis Hamilton ganhou a corrida, mas Felipe Massa levou de graça, em função da faceta de Dick Vigarista do nosso amigo afro-britânico. Hamilton não só tem potencial para ser "herdeiro" do talento do aposentado Michael Schumacher, mas também pela incrível mania de fazer maracutaias ou manobras duvidosas para se beneficiar.

Eu acho que a atitude foi correta, porém se isso acontecesse no final do pelotão a FIA daria de ombros. Outra coisa, porque raios não foi acionado o Safety Car? Porque faltavam duas voltas pro final? Porque estavam torcendo pra que não ocorresse nada? Todos reclamam da Fórmula Indy, que a cada cocô de passarinho que cai na pista a prova é paralisada. Na Fórmula 1, as decisões demoram pra ser tomadas, os fiscais ficam esperando que as coisas melhorem do nada. Melhor pecar pelo excesso do que pela omissão.

O mais justo seria cancelar as duas últimas voltas, dar a vitória a Kimi Raikkonen, na sua melhor performance do ano, e deixar Massa em segundo, Heidfeld em terceiro e Lewis em quarto. Seria o mais justo. Mas com a decisão da FIA, o campeonato ganha uma emoção extra, já que apenas dois pontos separam Felipe Fumassa de Miltinho Malandro.


domingo, 3 de agosto de 2008

A corrida só termina quando acaba.


O titulo redundante deste post nunca foi tão verdadeiro. Neste domingo, Felipe Massa tinha uma tarefa árdua, largar do terceiro lugar e no mínimo manter esta posição até o final, para continuar lutando pelo campeonato.

Ato 1 – As duas McLarens largavam da primeira fila, Hamilton e Kovalainen respectivamente primeiro e segundo, porém o lado par do grid é o mais sujo e portanto aquele que tem menos aderência. Tudo indicava que a luta se restringiria a Hamilton e Massa, que tentariam a melhor manobra, o primeiro para manter a liderança e o outro para roubar a segunda posição de Kovalainen. Só que ninguém contava que Felipe Massa seria muito agressivo na largada, obrigando Hamilton a andar no lado sujo da pista perder a tração dos pneus e consequentemente o primeiro lugar para Massa. Uma manobra de largada que Massa vem tentando desde o início de 2006 quando estreou na Ferrari e que finalmente conseguiu acertar.

Ato 2 – A corrida estava numa monotonia só com algumas trocas de posições ocasionadas por paradas nos boxes e tudo levava a crer que só uma estratégia de box, na segunda parada, permitiria a Hamilton uma tentativa de ultrapassagem sobre Massa. Só que ninguém contava com um furo no pneu da McLaren de Hamilton, que teve que para nos boxes e com isso voltou na 10ª posição.

Ato 3 – A vitória de Massa estava consolidada, com Kovalainen em 2º e Glock em 3º, sofrendo uma pressão gigantesca de Kimi Raikkonen. Hamilton a essa altura estava em 6º, atrás de Alonso. Faltando 3 voltas para o final, o imponderável aconteceu, o motor da Ferrari de Massa quebrou e Kovalainen ganhou de bandeja a sua primeira vitória na Fórmula 1. O fator sorte novamente não sorriu para o brasileiro que de líder do campeonato passou a 3º colocado faltando pouco para acabar a corrida.

Resultado da corrida (os 8 primeiros):

1º) Heikki Kovalainen – McLaren-Mercedes – 10 pontos
2º) Timo Glock – Toyota – 8
3º) Kimi Raikkonen – Ferrari – 6
4º) Fernando Alonso – Renault – 5
5º) Lewis Hamilton – Mclaren-Mercedes – 4
6º) Nelsinho Piquet – Renault – 3
7º) Jarno Trulli – Toyota – 2
8º) Robert Kubica – BMW-Sauber – 1


Campeonato de pilotos e análise:

1º) Lewis Hamilton (62 Pontos) – Não conseguiu fazer frente a Massa na maior parte da corrida, teve um problema no pneu e ainda não contou com a ajuda da McLaren na estratégia da corrida. – Nota 7

2º) Kimi Raikkonen (57 pontos) – Corrida apagada, com lances emocionantes nas 15 últimas voltas. A quebra do motor de Massa, promoveu uma atitude conservadora e a desistência do ataque a Glock, que tinha tudo para ser o melhor momento da corrida. – Nota 5.

3º) Felipe Massa (54 pontos) – Fez uma manobra belíssima na largada, foi mais rápido que Hamilton a corrida toda, poupou equipamento no final, mas teve a sorte de ter o motor quebrado faltando três voltas. – Nota 8.

4º) Robert Kubica (49 pontos) – Largou mal e vem fazendo uma segunda metade do campeonato ruim. A BMW perdeu rendimento nas duas últimas corridas e aparentemente esta utilizando estratégias melhores para Heildfeld. Com isso, pela primeira vez no ano a McLaren passou a BMW na classificação de construtores. Mesmo assim o polonês ainda beliscou um pontinho, beneficiado pela parada de Massa. – Nota 5

5º) Nick Heildfeld (41 pontos) – Fez uma péssima classificação e largou em 15º, mesmo com uma estratégia de apenas uma parada nos boxes, chegou em 10º. – Nota 4.

6º) Heikki Kovalainen (38 pontos) – Tornou-se o 99º piloto a vencer na história da Fórmula 1 e o finlandês a alcançar o lugar mais alto no pódio. Fez uma corrida burocrática, não largou bem, mas contou com a sorte para vencer. Vitória chegou em boa hora, logo após a renovação do contrato com a equipe. – Nota 7.

7º) Jarno Trulli (22 pontos) – Largou em 9º e terminou em 7º, tem uma certa regularidade na temporada e é só. – Nota 5.

8º) Fernando Alonso (18 pontos) – Foi o Alonso que todos conhecem, largou bem, segurou Kimi Raikkonen na pista quando necessário e correu para ganhar seus pontinhos. O estranho foi a pergunta que ele fez sobre Kubica no meio da corrida, porque o polonês não estava atrás dele, muito menos a sua frente. Será que essa preocupação tem a ver com a vaga da Ferrari para 2010? – Nota 7.

9º) Mark Webber (18 pontos) – Vem perdendo performance durante a temporada. Esta corrida não foi diferente – Nota 0.

10º) Timo Glock (13 pontos) – Após um acidente grave no GP da Alemanha, fez uma excelente classificação e levou a Toyota a sua melhor classificação neste ano. Segurou Kimi Raikkonen por algum tempo e se beneficiou com a quebra de Massa. Precisa de mais regularidade no restante da temporada. – Nota 9.

11º) Nelsinho Piquet (13 pontos) – Melhora corrida a corrida. Largou em 10º e chegou em 6º. Brigou com Trulli e defendeu sua posição de forma arrojada na saída do 2º pit stop. Também precisa manter a regularidade. – Nota 7.

12º) Rubens Barrichello (11 pontos) – Foi pior que seu companheiro de equipe e não consegui fazer nada na corrida. – Nota 0.

Todos os outros pilotos não têm nota porque não houve nada que destacasse suas performances. Segue a classificação:

13º) Nico Rosberg – Williams-Toyota – 8 pontos
14º) Kazuki Nakajima – Williams-Toyota – 8 pontos
15º) David Coulthard – Red Bull-Renault – 6 pontos
16º) Sebastian Vettel – Toro Rosso-Ferrari – 6 pontos
17º) Jenson Button – Honda – 3 pontos
18º) Sebastien Bourdais – Toro Rosso-Ferrari – 2 pontos
19º) Adrian Sutil – Force Índia-Ferrari – 0 pontos
20º) Giancarlo Fisichella – Force Índia-Ferrari – 0 pontos
21º) Anthony Davidson – Super Aguri-Honda – 0 pontos
22º) Takuma Sato – Super Aguri-Honda – 0 pontos

Campeonato de construtores e desempenho:

1º) Ferrari (111 pontos) – Não está conseguindo boas performances nos três últimos GP’s. Apesar de ainda ser líder do campeonato de construtores, tem que começar a reagir porque a McLaren vem descontando a diferença. Nota 6.

2º) McLaren/Mercedes (100 pontos) – Contava apenas com Lewis Hamilton para ajudar na pontuação, por causa da irregularidade de Kovalainen, porém a vitória do finlandês nesta corrida, pode mudar seu ânimo e consequentemente o da equipe. Nota 8.

3º) BMW-Sauber (90 pontos) – Vem caindo de rendimento e a exemplo do ano passado, parece ter mais interesse no piloto da casa, do que no intruso com talento. Apesar da distância confortável para a Toyota, precisa tomar cuidado para não perder rendimento na reta final. Nota 3.

4º) Toyota (35 pontos) – Vem crescendo consideravelmente de rendimento e já ultrapassou as rivais Renault e Red Bull. Precisa manter o ritmo para conseguir repetir sua melhor colocação no campeonato, que foi o 4º lugar em 2005. É difícil alcançar a BMW, mas não é impossível. Nota 9.

5º) Renault (31 pontos) – Com a melhora de rendimento de Nelsinho Piquet, tem tudo para brigar pela 4ª colocação no campeonato. Apesar de ser um carro confiável, sua performance ainda não convenceu. Nota 7.

6º) Red Bull/Renault (24 pontos) – Começou muito bem o ano, porém sofre com a irregularidade de seus dois pilotos e parece ter perdido terreno para Toyota e Renault. Tem sorte por não sofrer nenhuma ameaça de Williams e Honda. Nota 0.

7º) Williams/Toyota (16 pontos) – A única coisa que ainda lembra aquela Williams vencedora do passado é a presença de Frank Williams e Patrick Head nos boxes. Mais nada. Tem que conseguir mais alguns pontinhos para não repetir o fiasco de 2006, quando terminou em 8º lugar no campeonato com apenas 11 pontos. Nota 0.

8º) Honda (14 pontos) – A Honda contou com o talento do piloto Rubens Barrichello para conseguir a maioria dos seus pontos, porém precisa muito mais que isso para voltar a brilhar na Fórmula 1 e conseguir feitos como o 4º lugar de 2006.

9º) Toro Rosso/Ferrari (8 pontos) – Conta na maioria das vezes com quebras de outros, situações adversas das outras equipes e com o talento de Vettel para marcar pontos. Precisa melhorar muito para se tornar média. Nota 0.

10º) Force Índia/Ferrari (0 pontos) – Equipe estreante, que aparenta ter um planejamento para os próximos anos. Temos que aguardar para fazer uma análise mais profunda.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nelsinho consegue seu primeiro pódio.


Em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas pelo atraso na publicação deste post, que deveria ter ido ao ar ontem após a corrida, porém alguns compromissos profissionais ocasionaram este atraso, farei o possível para que isso não volte a se repetir.

Antes da corrida de ontem, se alguém apostasse que Nelsinho Piquet lideraria a corrida deste domingo e chegaria em segundo lugar, seria chamado de maluco ou puxa-saco do Piquet, mas nada que como um Safety Car após o outro.

O GP da Alemanha de Fórmula 1 estava burocrático com a fila indiana liderada por Lewis Hamilton e uma ou duas ultrapassagens ocorridas no início da corrida no bloco intermediário. Tudo mudou quando o carro de Timo Glock quebrou a suspensão ao passar sobre a zebra da reta dos boxes, fazendo com o que o carro batesse violentamente contra o muro e andasse alguns metros de ré na reta principal. O Safety Car foi acionado e todos os pilotos entraram para abastecer e trocar pneus, menos Lewis Hamilton e Nelsinho Piquet, que por um golpe de sorte havia acabado de fazer a única troca de combustível prevista pra ele durante a corrida.

Na relargada Hamilton continuou líder, com Nelsinho em segundo, Massa em terceiro seguido por Kovalainen. Porém, todos sabiam que Hamilton deveria entrar nos boxes para fazer reabastecimento, perdendo algumas posições. A maioria dos jornalistas especializados em automobilismo argumentou que a escolha da McLaren foi um erro estratégico. Discordo totalmente. A Ferrari gostaria muito de ter cometido este erro, diga-se de passagem.

Na verdade a equipe apostou numa estratégia arriscada de permanecer leve por mais tempo que os outros na pista, na eficiência do seu carro, bem como no braço do seu piloto, que demonstrou uma habilidade digna dos melhores pilotos que já passaram pela categoria. Após a entrada de Hamilton nos boxes, Nelsinho liderou pela primeira vez na carreira uma corrida na Fórmula 1 e o sonho de uma vitória poderia até acontecer, se não fosse Hamilton e sua McLaren, que voltaram a pista voando baixo. Primeiro Kovalainen, que fez uma corrida apagada, abriu a porta para o companheiro passar, em seguida Hamilton passou por Massa e Nelsinho sem tomar conhecimento, coroando uma vitória do talento aliado a máquina.

Nelsinho mostrou sangue frio e competência ao manter uma distância segura da Ferrari de Massa que sofria com os ataques de Heildfeld, mas felizmente conseguiu segurar o alemão até o final. Kimi Raikkonen chegou na mesma posição que largou, porém foi uma colocação vantajosa, tendo em vista ter ocupado a 10ª posição após o advento do Safety Car.

Barrichello estava até bem, quando foi fechado por Coulthard, que graças a Deus vai parar de correr na próxima temporada, e teve que abandonar a corrida.

Outra equipe que também não sabe o que quer é a BMW que nas duas últimas corridas vem claramente fazendo estratégias para favorecer Nick Heidfeld. Desse jeito ela corre o sério risco de perder Kubica para outra equipe que tenha a cabeça no lugar e queira um piloto de talento, porque parece que a BMW quer cometer o erro de fazer uma equipe nacionalista. A história comprovou o fracasso das equipes nacionalistas, com a Ferrari sem títulos durante mais de 20 anos, por apostar em pilotos italianos sem talento, sem falar em Copersucar e Prost, apesar da primeira contar com Emerson Fittipaldi, já consagrado como bi-campeão mundial. A estratégia nacionalista só funcionaria se o piloto em questão tivesse talento. Porque não contrataram o Vettel então?

Muitos continuam dizendo que o título está mais para Ferrari. O de construtores sim, pois a irregularidade de Kovalainen coloca a McLaren em terceiro lugar no campeonato, enquanto que a Ferrari sempre belisca um pontinho com seus pilotos. Porém quando analisamos o mundial de pilotos, vemos claramente que a McLaren é um time que prioriza Hamilton, enquanto que a Ferrari peca pela irregularidade dos pilotos e os erros constantes de estratégia. As duas próximas pistas serão fundamentais para a definição do campeonato.


Veja abaixo o resultado da corrida, do campeonato de pilotos e de construtores.

GP de Hockenhein, os oito primeiros:

1º) Lewis Hamilton – McLaren/Mercedes – 10
2º) Nelsinho Piquet – Renault – 8
3º) Felipe Massa – Ferrari – 6
4º) Nick Heildfeld – BMW Sauber – 5
5º) Heikki Kovalainen – McLaren/Mercedes – 4
6º) Kimi Raikkonen – Ferrari – 3
7º) Robert Kubica – BMW Sauber – 2
8º) Sebastian Vettel – Toro Rosso/Ferrari – 1

Campeonato de pilotos:

1º) Lewis Hamilton – McLaren – 58
2º) Felipe Massa – Ferrari – 54
3º) Kimi Raikkonen – Ferrari – 51
4º) Robert Kubica – BMW Sauber – 48
5º) Nick Heildfeld – BMW Sauber – 41
6º) Heikki Kovalainen – McLaren/Mercedes – 28
7º) Jarno Trulli – Toyota – 20
8º) Mark Weber – Red Bull/Renault – 18
9º) Fernando Alonso – Renault – 13
10º) Rubens Barrichello – Honda – 11
11º) Nelsinho Piquet – Renault – 10
12º) Nico Rosberg – Williams/Toyota – 8
13º) Kazuki Nakajima – Williams/Toyota – 8
14º) David Coulthard – Red Bull/Renault – 6
15º) Sebastian Vettel – Toro Rosso/Ferrari – 6
16º) Timo Glock – Toyota – 5
17º) Jenson Button – Honda – 3
18º) Sebastien Bourdais – Toro Rosso/Ferrari – 2
19º) Adrian Sutil – Force India/Ferrari – 0
20º) Giancarlo Fisichella – Force India/Ferrari – 0

Campeonato de construtores:

1º) Ferrari – 105
2º) BMW Sauber – 89
3º) McLaren/Mercedes – 86
4º) Toyota – 25
5º) Red Bull/Renault – 24
6º) Renault – 23
7º) Williams/Toyota – 16
8º) Honda – 14
9º) Toro Rosso/Ferrari – 8
10º) Force India/Ferrari – 0